MÁLHAS NA REDE

Este é o meu ginásio virtual.É aqui que decidi criar o meu saco de box onde posso "malhar" a torto e a direito sobre o que me der na gana. "é bom e alivia...o stress do dia-a-dia"

30 setembro 2006

OS MARCA "ROSKOFF"

Já cá faltava falar desses seres patéticos e sem espinha dorsal, aos quais chamo de "Marca Roskoff".
Esta despresível pandilha, não consegue viver, conviver e por vezes sair à rua, sem se verem rodeados de artigos de "marca" que possam fazer deles autênticos estéreotipos (e estéreotipas) de futilidade. Nada como exemplificar:
CARROS
Há aqueles merdas (sobretudo os corporativos), que ao atingir um obcessivo patamar financeiro ou profissional, chegam aquele dia onde o dilema é escolher o carro a comprar ou a escolher dentro do plafond. "... E agora?... tenho de escolher uma marca de alto gabarito para que me passem a olhar e considerar com mais respeito e inveja (doença de que todos eles sofrem). Para os particulares, claro que o que interessa é adquirir um carro que possa suplantar qualquer um dos da vizinhança (todos mais que decorados e catalogados). Para os corporativos, o objectivo é não ficar atrás de nenhum colega de cargo semelhante no organigrama e se possível, baralhar a ralé abaixo deles, tentando adquirir um que já se aproxima dos carros dos seus respectivos chefes (até rebentam de tanta cagança).
O mais importante é sempre a marca.Terá de ser um Mercedes, BMW, Audi, Volvo, Saab, enfim... Será sempre secundário para eles se há outra marca com um modelo mais barato, igualmente bonito em termos estéticos, melhor motor, conjunto de extras mais completo, mais confortável e espaçoso e acima de tudo, que dê mais prazer de conduzir. Pensam: "...esses modelos qualquer um tem, há por aí às carradas... eu não quero fazer parte dessa carneirada."
O irónico disto é que querem sair do rebanho dos "carneirinhos" para entrar no outro das cabras e cabrões (de pele genuína, claro) dispostos a tudo para lá chegar.
São muito fáceis de identificar. É só falar com eles 5 minutos para perceber. "... fomos... blá-blá-blá... no meu BM... (porque não no meu "carro"?); "... tenho de levar o Audi à revisão" (continua a ser um carro, certo?). Ainda há aqueles que chamam de "o meu Jeep" às Pick-Up ou SUV que possuem. Nunca ouviram chamar-lhes de "o meu Chaço", "o meu Boguinhas", "o meu Charuto"... epá isso é conversa de pobre!. Ainda falta falar daqueles que, por seu infortúnio, não têm a guita que chegue para o tal modelo (embora tenham já a marca desejada) e vão à Feira-da-Ladra comprar letras roubadas a dizer GTi, Sport, 16Valv., etc...
ROUPA
Esta é talvez a "etiqueta" mais usual dos "Roskoff". É claro que convém que a tal roupa de marca, tenha o seu logotipo ou nome bem visíveis senão como é que a malta vai saber que aquilo é da marca "X" e por conseguinte, é caro?
Mas é confortável?, fica-lhes bem?...isso não interessa nada!
CALÇADO
A par com a roupa, estes adereços pedestres também têm uma palavra a dizer. Com os sapatos convencionais é mais difícil (aquela pôrra só diz a marca por dentro ou na sola... que chatice!), mas em relação os "moukassins" ou "sapatos vela", já se arranjou maneira de cozer uma etiqueta de lado com "Port Side" ou outra merda qualquer. Agora, quanto ao calçado desportivo, meus amigos, o caso muda de figura...si senhor, ele é logotipos nas pálas, de ambos os lados e no calcanhar, ele é pisca-piscas e reflectores para os mais distraídos, e ainda umas cores berrantes e alturas de sola que um gajo vai na rua, olha para o outro passeio e até diz " que ténis são aqueles que levam um gajo metido lá dentro?... se calhar é astronauta... nããããã... lá vai mais um "Roskoff".
Mas é confortável?, fica-lhes bem?...isso não interessa nada!
RELÓGIOS, CANETAS E OUTROS
-Epá, tens horas por favor?
- ... ora... (e estica o braço com se o quizesse arrancar do corpo)... no meu SEIKO são 14:30h(isso de dizer "são duas e meia da tarde" é à pobre).
Ou então não responde e encosta-nos a "mega-cebola" às orbitas óculares, para podermos ver a marca e depois... as horas.
E aqueles que trazem sempre no bolso da camisa, outros no casaco do fato, uma bela "Mont Blanc", "Parker" ou "Cross", sem nunca escreverem um sílaba por dia, somente à espera que alguém lha peça emprestada ou que repare no seu brilho qual "broche" ao peito de uma velha?
Isto faz-me lembrar alguém que conheci nos tempos de faculdade. Chamávamos-lhe o "Fados". Rapaz sempre bem disposto e brincalhão, que com a sua inseparável viola, animava manhãs e tardes consecutivas naquela esplanada repleta de "escolantes". Ele usava na lapela do casaco, um "pin" com o logotipo dos "Rolling Stones" (para quem não se lembra era uma boca de lábios carnudos e vermelhos, da qual saia uma língua sensual e lasciva). O estranho era que o "Fados" usava o "pin" ao contrário, como se a boca estivesse de pernas para o ar. Claro que era frequentemente abordado por "tenrinhos/as" que lhe diziam: "olha...tens o pin ao contrário...", ao que ele respondia com ar triunfante baixando os olhos para o sue peito: "mas isto é pra eu ver, não pra tu veres!"
É aqui que está o "suminho" de tudo isto.
É aqui que todos os baldes de merda que enfiaram a carapuça ao ler isto, devem pensar em ter e usar o que lhes dá realmente prazer, conforto e bem-estar em vez de servir para lhes aumentar o ego e ajudar a esquecer a baixa auto-estima que possuem.
Para que fiquem só mais um bocadinho na merda, relembro-vos o vosso maior pesadelo:
À excepção dos carros, existem uns artigos chamados "falsificações", acessíveis por qualquer um por 5 ou 10 euros; óculos, relógios, ténis, roupa, etc, etc...
E estiveram vocês a gastar uma pipa de massa para agora qualquer "carneiro" do tal rebanho, andar com as mesmas coisas que qualquer cabra ou cabrão de vós...
É fodido... muahahahah!
 
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